terça-feira, 22 de novembro de 2011
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
domingo, 13 de novembro de 2011
a cidade está menos inocente
acordei na quinta feira, e o céu estava com sono.
tanta nuvem, tanta fuligem, tanta 'nebbia'.
ainda não neva
e as pessoas já estão geladas.
não todas.
muitas ainda secam as tardes sob a luz.
essa obtusa luz que resta.
poucas ainda são luzes aqui.
resta um frio sólido
chegando nos olhos das pessoas.
parece que até no verão é assim.
as pessoas não se olham.
as pessoas riem, as pessoas comem, as pessoas festejam.
as pessoas não sabem, porém, o que é o 'olhar'.
temperei a tarde com doçura.
e assim muitas flores crescem no jardim.
folhas caem
e as floriculturas se alegram com as muitas vendas.
as pessoas querem comprar perfumes.
as pessoas querem se encher de cores.
as pessoas fumam para viver a plenitude
com o cinza e a fumaça.
as pessoas se querem e se distanciam.
as pessoas envelhecem sem lembrar dos nomes dos avós.
as pessoas se esqueceram do sabor do sal
e da cor da rosa, rosa.
as pessoas, deste jardim, ainda procuram por doçura.
acenei para o destino, e ele não me disse adeus.
talvez não seja necessário dizer nada.
ainda existem expectativas
e não uso um diluidor para vivê-las.
as pessoas ainda querem viver.
as pessoas ainda dissimulam seus dias.
as pessoas teorizam a realidade,
mas preferem ser ficção.
as pessoas necessitam de outrem.
as pessoas são incompletas.
construo a necessidade com o que lhe for necessário.
ou
construo o necessário conforme a necessidade.
entre as duas teorias, fico com a mais necessária.
construo, pois,
com conta gotas
com colheres
com tesouras
com pregadores de roupas.
com pessoas.
domingo, 6 de novembro de 2011
Assinar:
Postagens (Atom)